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domingo, 23 de maio de 2010

Pondo os pés no chão



Para o fim de evitar constrangimentos e comentários desagradáveis no futuro, venho por meio desta postagem explicar mais um pouco da visão do horror que intento descrever neste blog.
Antes de qualquer suposição, o tema aqui exposto não compõe nenhuma apologia ao terrorismo nem valoriza a violência. Não trata de nenhuma religião, seita ou organização, fora com intuito de dar verossimilhança a algum conto de ficção que espero publicar, de minha autoria ou de terceiros.
O Horror aqui descrito é uma emoção como qualquer outra e implica também o desespero, um pânico que lhe aflige sempre antes das coisas melhorarem na vida real. Vale o ditado, tudo sempre piora muito antes de melhorar. É como acordar de um pesadelo e sentir um alivio extasiante por nada no sonho ser real. Esse é um argumento a quem nos tenta impedir de buscar esse sentimento, quem não se agrada com um filme de terror e nos gasta a paciência dizendo que isso, de alguma forma, nos faz mal. A tristeza, o frio, a incerteza, a perda e a morte fazem parte da vida (especialmente a morte), e fingir que essas coisas não existem não as afastará para sempre e pode te destruir quando se deparar com elas. Procuro também adicionar a aura da estética gótica como subcultura urbana; imagens, desenhos, a arte e a poesia que me inspiram os sonhos, e os pesadelos, mais insólitos.
E este blog, sobretudo, é um ponto de encontro para admiradores de histórias de terror, suspense, comédias de humor negro e dramas. Ninguém precisa concordar com o que escrevi aqui, desde que não encham os comentários de críticas negativas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Cenário Sombrio - Uma visão do horror

É noite na metrópole, e um mendigo dorme na rua úmida, sob uma ponte. A luz fraca de um poste a alguma distância ilumina um grupo de jovens que se aproximam. O mendigo pede uma esmola, mas os rapazes começam a espancá-lo. O lider da gangue descreve o momento como "HorrorShow", o show de horror. Esta é um cena do filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, filmado em 1971. O Show de Horror é a descrição do personagem à sua maior diversão, causar horror. Aqui eu descrevo como um evento chocante que te pucha violentamente de toda uma realidade agradável de tardes ensolaradas com a família, para uma noite fria no meio da rua com pessoas brigando e sangue espirrando em você, onde o pânico o paraliza por completo.O horror aqui é todo cenário sombrio que instiga o medo por algo simples apenas por você achar impossível, ou que nunca aconteceria com você. Ou que você não seria capaz de fazer.

Apesar de todo este desespero, isso é bom. É bom porque o medo, e a dor, são o que nos faz saber que estamos vivos também. Somado a isso, quando o horror passa, voltamos a valorizar as pequenas coisas da vida pacata que você já estava esquecendo o quanto são importantes. Mas cale lembrar também que a ingenuidade deve ser moderada. Como você pode ver todos os dias, a não ser que seja um alienado completo, shows de horror acontecem no mundo real e tomam seus ligares nas manchetes, muitas vezes fazendo-nos chorar, sem apelar para o sobrenatural, mas para o insompreensível dos caprichos da mente humana. Tão humana...

Então, saiba que haverá ao menos um momento em sua vida que você notará estar ao encontro dessa realidade sombria e que você poderá causar um desses momwntos de horror. Nessa hora tenha em mente a diferença: na realidade do seu dia-a-dia você terá toda uma vida de novas experiências enquanto um show de horror costuma terminar em morte. E essa raramente é a realidade do dia-a-dia. O mundo real não precisa ser assim.